Quando o paciente me agradece pela terapia

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Claro! Quando você sai (Saía. Pandemia maldita rs) todos os dias, passa naquela padaria e pega aquele café gostoso, o estabelecimento é responsável pelo seu desejo e o trabalho que você escolheu para ter o dinheiro que usa quando compra as coisas de lá? Não, ela faz parte da sua rotina enquanto você a considerar importante.

O mesmo eu digo sobre escolher um terapeuta e iniciar o seu processo. O profissional não é e não deve se achar sozinho, com suas técnicas, detentor dos ganhos de seus pacientes. Seguindo o simplório comparativo, a Psicoterapia e suas abordagens são como a padaria e essa relação é construída e evolui conforme o desejo do paciente e as habilidades e experiências do profissional. E quanto a isso, sabemos que existem padarias boas e ruins, assim como clientes também.

O mais importante nessa relação é a consciência do nosso lugar e o senso crítico sobre os ganhos e derrotas. Mesmo porque, uma pessoa pode pagar pelo terapeuta mais caro e não obter ganho nenhum. Você pode fazer uma terapia de graça e atingir metas nunca antes alcançadas. Qual o limiar que define tudo isso?⁣

Não sei. Não tenho a resposta pronta para isso. Mas quando um paciente me agradece pelos seus ganhos, eu não tiro dele sua autonomia. Agradeço, sim, porque vivo em constante estudo e aprofundamentos, mas não deixo de mencionar que o start veio dele. ⁣

Além disso, a continuidade desses ganhos podem ser comigo ou não, pois não sou a única terapeuta do mundo e a terapia não é a única forma de conscientização humana. ⁣

Aproveito o ensejo para mencionar também que nesta relação, há um ganho fantástico para o Terapeuta que não se coloca apenas como o Eremita segurando a lanterna na jornada do paciente. Na minha opinião, ambos o são. E bons velhinhos juntos têm muito a contar e aprender. ? ⁣

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